Rever o Francisco e ver o resultado de uma ajuda que você deu para uma peça de Teatro, não tem preço. No Espaço do Parlapatões, vi a O Percevejeo de Wladimir Maiakoviski. Ela conta a história de um jovem que por ganância, resolve se casar com uma jovem de uma família muito rica deixando desolada sua namorada. Entretanto, durante as coemorações da recepção, acontece um grande incêndio que mata grande parte dos convidados. O noivo fica congelado por 50 anos e depois desse período ele retorna onde é colocado em um zoológico.
Assim como Shakespeare, Brecht e tantos outros autores de teatro, Maiakovski continua muito atual. Ele trabalha o tema da ganância como ninguém. Por isso, O Percevejo mostra o resultado do absurdo de nossas ambições exagearadas.
Hoje é o último dia para você ver a oeça. Está em cartaz no Espaço Parlapatões ás 21 horas. Praça Roosevelt 158 Consolação.
No dia 15 de setembro, às 15 horas, será exibido no Memorial Getúlio Vargas, o Média Metragem Exumação. Um filme policial que conta a história de um policial que tem sua família assassinada. Através de um desenho, ele vai desenterrar o passado para descobrir quem matou e o porquê de tudo.
Para melhor falar sobre este projeto, a Bauhaus Cultural entrevistou os atores Bernardo Bastos e Sorys Vellozo além do diretor Rafael Silva.
RAFAEL SILVA, DIRETOR
1- Onde você tirou a
inspiração para fazer este média metragem?
RS: Bom, eu queria fazer algo diferente, algo fora da minha
zona de conforto; então, me juntei com um cara que eu super admiro que é o
Márcio Coutinho. Seus filmes e fotografias com estilo dark, e com tons bem
dramáticos me inspiraram a fazer este filme.
2-Foi difícil escolher os atores para esta produção?
RS: Demais! Foram meses e mais meses até encontrarmos o
elenco atual do filme. Todos os atores foram encontrados através do
"Facebook", e uma curiosidade: a maioria não nasceu no Rio de
Janeiro.
3- Qual foi o momento mais difícil das filmagens?
RS: O momento mais difícil das filmagens foi, sem dúvidas,
quando perdemos um membro da nossa equipe. O falecimento do nosso operador de
som direto, por leucemia, aconteceu logo no início das filmagens. Dessa forma,
paralisamos as filmagens devido ao ocorrido e só retornamos após 3 meses.
4-Qual diretor você se inspirou para fazer esta produção?
RS: Eu sou um diretor jovem, tenho apenas 21 anos, e sou
super fã da visão crítica que José Padilha tem dos filmes. Ele me inspira e me
faz crescer como diretor.
5-Uma mensagem para os fãs da Bauhaus Cultural.
RS: Olá galerinha que curte a Bauhaus! Não tenho muito a dizer,
apenas que não deixem de apoiar os artistas iniciantes. Pois o seu apoio nos
motiva a continuar fazendo e levando a
arte para toda sociedade. Obrigado pelos seus minutinhos aqui comigo e viva a
arte!
BERNARDO BASTOS
Como é ser protagonista de um média metragem?
BB: Para mim é primeiramente uma enorme
responsabilidade. Fui chamado assim, de repente, por uma mensagem de Messenger
(importância de ter uma foto de perfil atualizada, nunca se sabe). Me disseram
que eu estava no perfil, fiquei bem nervoso no dia e quando fui pela primeira
vez gravar. É uma experiência nova, e que me deu um mundo de possibilidades. Em
segundo lugar, foi um enorme prazer poder ter em minhas mãos a oportunidade de
dividir cena com quase todos os atores do filme, ser o protagonista te dá esse
luxo, de transitar por todos os núcleos e conhecer a fundo a equipe do filme.
2. Deu muito trabalho?
BB: Sim! E como! Não tínhamos uma agenda fixa, íamos
nos virando conforme apareciam brechas na agenda de todos. Nessa guerrilha
toda, tinha muito texto para decorar, e um personagem complexo para entender. Eu
estava estudando na CAL na época, e conciliar o trabalho e estudos foi uma luta
a parte, mas luta que me fez evoluir muito! É gritante para mim a melhora que
tive como profissional só no processo de filmagens
3. Como foi trabalhar um tema tão denso como o
Exumação?
BB:O tema foi algo que deu um trabalho extra, pois
é difícil entender a dor de alguém que passou pelo o que o Gomes passou, e
saber relacionar isso comigo, dar essa dimensão e densidade, de uma vida que tinha
mais história que a minha própria, foi um dos grandes prazeres que tive no
filme, pois abriu um universo totalmente novo dentro de mim. Eu sai
transformado dessa exumação.
4. Como foi que você deu vida ao seu personagem?
BB:Meu processo é gradual, sigo quase sempre o
mesmo caminho para meus trabalhos. Eu tento não impor nada ao personagem.
Deixar o texto, a interação com meus colegas, a visão do diretor e as coisas
que vão surgindo em mim darem cor e alma a pessoa que estou criando. Sempre
encaro o personagem como uma pessoa de dimensão igual a minha, nem maior, nem
menor, tão complexo quanto eu, ou seja, é um processo gradual, que não da para
apressar. Eu creio que o Gomes foi surgindo dentro de mim, aos poucos, para
então aparecer externamente para os outros. Antes que eu pudesse entende-lo
racionalmente, ele já respondia por mim.
5. Um recado para os fãs da Bauhaus Cultural.
BB: Que se são fãs sabem da qualidade do canal! E que
podem confiar que quando promove algo, é porquê vale o tempo! Eu só posso dizer
que continuem incentivando a cultura nacional e local, e que assistam exumação
ou na nossa estréia, ou quando estiver disponível online! De quebra, conferir os
outros trabalhos do nosso diretor, Rafael Silva, que mal deixou de ser um
menino, e já realiza feitos de gigante! Alguém que realmente segue seus sonhos
e sua visão! E também seguir de perto todos os profissionais envolvidos nesse
filme!
SORYS VELLOZO
1.Você gostou de fazer este Média Metragem?
SV: Gostei muito de participar do Exumação
.
2.Você gostou de ter trabalhado com o Rafael
Silva?
SV: Foi a primeira vez que trabalhei com o
diretor Rafael Silva e foi ótimo. Toda a equipe era ótima. Três dos atores que
participaram do filme eu já conhecia e indiquei para a seleção. Fiquei feliz de
eles terem participado.
3.Você irá voltar para o palco, fale um pouco
sobre esta peça. Quando você retorna para lá?
SV: Eu volto aos palcos no mês que vem, na
peça “Mulheres nascidas de um nome”, com direção do Cláudio Torres Gonzaga. Ele
foi um dos meus primeiros professores de teatro e é muito bacana reencontrá-lo
profissionalmente neste trabalho que fala sobre a alma feminina. E poderei unir
minhas duas paixões, já que cantarei uma música neste espetáculo.
A peça ficará em cartaz de 14/09 a 06/10,
na Rua Santo Amaro, 44, Glória, aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.
Ontem vi mais uma bela leitura dramatizada. Diogo Camargos, o ator de Follow me Baby, presenteou os presentes com uma peça de sua autoria. Tudo o que nós temos cabe em uma mala foi lida pelos atores Kátia Sosson e Roberto Lobo.
A peça conta a história de uma relação de amizade entre um mendigo e uma solteirona. Este encontro se acontece quando o morador de rua esta dormindo na frente de uma portaria de um prédio. Ele é acordado por esta mulher que pretende entrar em seu prédio. Deste encontro, vai surgir uma relação de muita cumplicidade.
Diogo nos faz refletir sobre a questão da amizade. Ela, assim como o amor, pode surgir, em momentos de nossa vida o qual não esperamos. Talvez Renta Russo tenha razão sobre a questão do amor, ele é um Monte Castelo onde ele pode ser desconstruído e reconstruído em formas e proporções jamais vistas.
Um grupo de mulheres maravilhas estão em cartaz no Sesc Tijuca com o espetáculo Las Panamericanas. Essas atrizes trabalham de forma magistral a performance Burlesco Circense. Se prepare para ver um show de canto, circo, teatro e dança. Tudo com muito humor e sensualidade.
Ana Carolina Sauwen, Florencia Santágelo, Nara Menezes e Natasha Falcão são artistas de muita atitude. Todas elas estão simplesmente maravilhosas. Se você quer conhecer um pouco deste tipo de trabalho cênico performático anote aí.
Sesc Tijuca, Teatro II
Sextas e sábados e domingos às 19 horas. Vai até o dia 15 de setembro.
Um Pouco de cultura
O BURLESCO
Burlesco é um trabalho literário, dramático ou musical com o intuito de causar riso ao caricaturar a maneira ou o espírito de trabalhos sérios ou por tratamento grotesco de seus assuntos.[1] A palavra é de origem italiana, que por sua vez deriva da palavra burla, que significa "piada", "ridículo" ou "zombaria".[2]
O burlesco reúne vários elementos, como caricatura, paródia, sátira e travessura, e, em sentido teatral, estilo extravaganza, como apresentado na Era Vitoriana.[3] O termo "burlesco" também é utilizado em peças teatrais e de literatura, como nas obras The Rape of the Lock, por Alexander Pope, e Hudibras, por Samuel Butler. Como exemplo de obras musicais de inspiração burlesca está uma orquestra por Richard Strauss de 1890 chamada Burleske. Exemplos de burlesco teatral incluem Robert the Devil, por W. S. Gilbert, e Ruy Blas and the Blasé Roué, por A. C. Torr e Herbert F. Clark (com música de Meyer Lutz).[4]
Um uso tardio do termo, principalmente nos Estados Unidos, se refere a arte burlesca como um formato de show de variedades. Foi popularizado entre as décadas de 1860 e 1940, normalmente em clubes e cabarés, e também em teatros, mostrando, principalmente, comédia erótica e striptease. Alguns filmes de Hollywood tentaram recriar o espirito destas performances, principalmente entre as décadas de 1930 e 1960, ou incluindo cenas estilo burlesco em filmes dramáticos, como no longa Cabaret de 1972 e All That Jazz de 1979, entre outros. Houve um crescente novo interesse neste formato de entretenimento a partir da década de 1990.[5][6][7]
Ainda triste com a Morte de Fernanda Young, pude ler a Coluna Opinião de hoje do Jornal O Globo em que ela fala sobre a cafonice. Hoje ao ler esta nota, pensei comigo mesmo, vou por na Bauhaus Cultural. Quero compartilhr com vocês. Desde já agradeço a minha parceira, a atriz Gisele Castro
Bando de cafonas
. A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê? Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos — a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias. . O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas. . O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado. . A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara. . O cafona quer ser autoridade, para poder dar carteiradas. Quer vencer, para ver o outro perder. Quer ser convidado, para cuspir no prato. Quer bajular o poderoso e debochar do necessitado. Quer andar armado. Quer tirar vantagem em tudo. Unidos, os cafonas fazem passeatas de apoio e protestos a favor. Atacam como hienas e se escondem como ratos. . Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país. . Fernanda Young. Coluna "Opinião'. Jornal O Globo. . oglobo.globo.com | 25 de Agosto de 2019
Neste Domingo, perdemos um grande talento. Fernanda Young se foi. Para mim, ela é símbolo de uma sensualidade e genialidade maravilhosa. Um dos textos que mais amei e admirei dela, foi o texto que ela escreveu quando pousou para a Playboy.
Bem Casados é uma peça muito engraçada. Tudo pode acontecer na Noite de Nupcias de um casal digamos assim perfeito: heterossexuais, homofóbicos, racistas e filhinhos de papai. Na hora do vamos ver, eles em pleno romance, resolvem fazer uma DR ( Discutir a Relação). O resultado é uma história muito engraçada.
Com direção de Mara Clara Guim, texto de Herton Gustavo Gratto e elenco de Malu Falangola e Bruno Lamberg, o espetáculo faz uma crítica ao normal. Isso mesmo. As vezes o que vemos, não é necessariamente um casamento feliz. Escondemos segredos que podem afetar uma relação a dois. Adotamos posturais extremamente radicais a ponto de nos machucar. Como falei em um post anterior, somos vítimas de nossa própria alienação.
Casa de Cultura Laura Alvim. Espaço Rogério Cardoso. Sextas e Sábados 19 horas e Domingos 18 horas.