O que o tempo nos tira? O que ele dá de presente? A peça Corpos em expurgo tenta explicar a complexidade do tempo através de 4 pequenos monólogos. O trabalho de Klever Schneider que assina a direção e a dramaturgia da peça, nos revela a complexidade deste tema. Os atores Camilo Ricardo, Duccio Baggio, Henrique Lott e Tchella Queiroz são os condutores desta jornada. Eles nos oferecem questionamentos e não respostas prontas. Para mim, cada um sai com uma resposta sobre o tempo ou não.
A encenação me fez pensar em Santo Agostinho o qual falou que o passado é apenas uma lembrança e o futuro é uma expectativa. Apenas o presente existe de fato.
Ele afirmava: "Se ninguém me perguntar, eu sei. Mas se eu quiser explicar a quem me perguntar, não sei", destacando o paradoxo do tempo na nossa consciência.
Esta passagem está imortalizada em seu livro Confissões o qual foi escrita em 400 DC porém continua atual filosoficamente falando.
ANOTE AÍ
Casa de Cultural Laura Alvim.
Avenida Vieira Solto, 176. Ipanema
Sextas e sábados, 19 horas e Domingo às 18 horas. Vai até o dia 26 de julho.

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